quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vaquinha: julhoNY - Vakinha.com.br


Que tal ajudar a amiguinha?
Se cada um der 10 reais já ajuda de um tanto que vc não imagina!!
Vamos lá?
=)

Vaquinha: julhoNY - Vakinha.com.br

domingo, 10 de janeiro de 2010

Toca na Despedida...


Post mais difícil de escrever até hoje.

Não é tristeza, sabe?
Você sabe!
Não é medo, sabe?
Você sabe!
Não é choro, sabe?
Você sabe!
Não é risada, sabe?
Você sabe!

É tudo junto, ao mesmo tempo, com a mesma intensidade, com a mesma cor.
Todas.

Era pra ser só um garoto prodígio talentoso. Mas as circunstâncias fizeram ser mais. E é muito mais.

Foram momentos de choro que fez ser mais. Que fez crescer um amor fraternal inexplicável.
Foram momentos de muita dor. De um choro que fez crescer. Que fez ferida. Que fez machucado. Que fez uma ponte.
Uma ponte entre 85 e 93.
Entre 17 e 19.
Entre 15 e 23.

Depois, momentos de desgosto, de agonia.
Foram momentos de necessidade de um lar.
Esses fizeram também uma ponte.
Agora, entre 16 e 24.

Entre tudo isso, foram muitas risadas, piadas, músicas, palhaçadas, besteira.
Foi muita conversa, colo, segredo, cumplicidade, compreensão.

Esses últimos são os que duram.

A saudade que eu vou sentir é de olhar no olho.
De ter certeza que está bem.
De ver todo o dia, e não enjoar.
De dar colo quando precisar.

Ao mesmo tempo, a alegria que eu vou sentir é ver no palco a pessoa que, na minha opinião, mais merece estar nele.
Porque o talento é puro.
E o coração também.

A certeza que eu tenho hoje, é que esse é só o começo. E a minha dificuldade é aceitar que é dali pra mais, muito mais. E você sabe. De um jeito que só eu sei que você sabe, que é muito mais!

Aí, as fotos.

Aí, os telefonemas.

Aí, o skype.

Aí, a autoviação1001, rs.

Voa, Deh.
Porque você foi feito pra voar.
Você foi feito pra fazer as pessoas sentirem.
E você, com seus 16 anos faz.

Vou dizer a coisa mais óbvia a se dizer (mesmo porque eu sei que você sabe), mas, eu vou continuar no mesmo lugar de sempre. Desse eu não abro mão. Nunca.
O resto, a gente dá um jeito.

Eu te amo de um jeito que eu não sei explicar.
É amigo.
É conselheiro.
É divertido.
É sincero.
É apoio.
É verdade.
É irmão.

E isso, é em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, NY, Bogotá, Nárnia e Pandora.

Pra sempre!

Obrigada por todas as vezes que vc não me negou um pedido de cara brava, eu sou seu pai, speaking, ã beichos.
Obrigada por me ajudar a ser feliz em São Paulo.
Por me entender.

E por mais que eu não saiba te dizer, nem você saiba me explicar como vai ser esse ano. Eu sei, por tudo isso aí em cima, que a gente vai tirar de letra!

Esse post, gente, não é de ferida não.
É de uma alegria diferente, que vai amadurecer todo o dia.
E não é despedida não.
Eu odeio despedida.

É só pra dizer o quanto eu amo esse meu irmão mais novo postiço melhor amigo do mundo!
Porque é muito!
Viu?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Toca no Rótulo!

Tava hoje conversando com um amigo que me irritou profundamente ao falar que eu era "Brother".
E é sobre isso o Toca na Ferida de hoje!
Não que eu odeie ser rotulada, mas tem uns que, tem dó né?!
O trauma todo desse rótulo específico é que na minha fase de crescimento e chatice adolescênica eu sempre fui mais amiga de meninos mesmo. Só era amiga das meninas que achava divertidas. Porque nunca tive mta paciência pra dramas femininos (de drama feminino basta o meu, certo?). Era sempre meu o ombro amigo na hora de eles chorarem por alguma paixonite mal resolvida (porque vcs acham mesmo que eles iam ter coragem de chorar pra outro menino, rãmm), era sempre eu que tava lá pra dar dicas de conquista, dicas de relacionamento, de reconquista, de moda, de perfume, de presente... Ou seja, acabava virando uma irmãzona mesmo.
Nenhum problema até aí.
O problema vem com a intimidade.
Veja bem, se vc é super amiga de meninos mas não chega a ser brother, eles mantém um certo nível aceitável pela sociedade de educação. Acabam não sendo "eles mesmo" pra não assustar. Porque, se não é brother, existe sempre alguma chance de ser alvo de conquista. Agora, se vc já passou pro nível de brothagem onde já não existe possibilidade na terra de vc ter algum tipo de relacionamento salival com o menino, cuidado. Você vai conhecer um lado dele que vc não quer. ACREDITE em mim.
A quantidade de pum's, arrotos, cacas de nariz que vc presencia não tá no gibi (gíriadavovó.com). Fora os tapas as costas, os palavrões a torto e a direito (gíriasdaantiguidade.com), piadinhas pornográficas, coçadas e mexidas nos "documentos"...
É um mundo, minha querida ferida, que nós garotas bem educadas e criadas nos filmes da Disney (onde os príncipes são homens lindos, arrumados e impecáveis) não estamos preparadas para conhecer.
E é daí que vem o meu ódio por esse rótulo. Porque, como já disse, é um caminho sem volta. Uma vez brother, nunca mais menina!
Aí você começa a sentir falta daquele cavalheirismo onde os homens nos tratam como bonequinhas de porcelana que a qualquer momento podem quebrar.
ok.
Também não é pra tanto.
Cuidado demais vira grude. E grude dá preguiça.
Fato é: Menina vai ser sempre menina, menino vai ser sempre menino.
E é só isso que eu quero que aconteça.
Não quero ser brother nem boneca de porcelana.
E, se for pra me rotular que seja algum rótulo que não me faça sofrer com cheiros horríveis, palavras xulas (gíriasdotioavô.net), tapas e visões do inferno.
Dá pra ser?
Acho que sim né?
heehhehe
Post explicativo para evitar futuras dores de cabeça!!!


domingo, 3 de janeiro de 2010

A pior ferida!

Fui inventar de falar sobre isso no formspring.me e muitas pessoas peruntaram a história. Aqui está ela, numa versão mais "Tim Burton" dos fatos, mas taí! Quaisquer dúvidas, tamo aí! ;)

Dezoito de Dezembro de 2000


Robson_ln, ela escolheu. Escolheu com a mesma pressa de quem não sabe esperar. Mal podia acreditar que finalmente sentiria toda a sensação, que aprenderia todo o gosto para a vida então começar.

Ela não sabia. Ela tinha a vida nos olhos e o amor no sorriso. Carregava a doçura na espontaneidade da inocência.

Ela brincava.

De fora, quem via assistia o invencível, o intocável. Mas ela não sabia.

Ela tinha tempo. Todo o tempo do mundo, mas quis optar por tempo nenhum. Agora era a hora.

E foi.

Ela se vestiu com muito capricho. Cada detalhe tinha uma explicação e esperava que cada centímetro fosse notado.

E foi.

Vestiu calçados de voar, calças de correr e blusa de afastar, mas não sabia porque . Mais tarde o detalhe do cabelo seria notado como ela, neste momento tanto esperava.

Se olhou e viu pela última vez a menina que tantos admiravam. Deu seu último sorriso inocentemente sincero e saiu.

O caminho não era longo, mas tinha o tamanho suficiente para desistir. Ela não entendeu, mas ouviu avisos enviados para tentar impedi-la de sofrer.

Os passos eram curtos e tinham sabor de aventura. Cada um deles trazia consigo palavras que lotaram sua cabeça de perguntas.

E se...?

E foi.

Seu coração já havia desistido de bater num só ritmo e tudo o que ele conseguia ouvir era o grito de uma menina que não soube esperar.

Doía respirar.

Lá na esquina avistou duas grandes amigas: a ansiedade e a imaturidade, e até elas tentaram avisar.

Ela ouviu. Mas distraída como só ela, perdia o raciocínio a cada pessoa que por ela passava. Mas ela esperou.

Toda a dúvida do que, de quem e de como seria logo se transformaria no maior arrependimento de sua vida. A dor mais forte seria lacrada em sua pele, e ela esperava com todo o sorriso serelepe de quem não sabia.

A rua nunca esteve tão movimentada. Estava lotada de espectadores que nada poderiam fazer. Em seus rostos toda a dúvida e a certeza de que ela não deveria estar ali.

Ela estava.

Ela ficou.

O sol quente tinha uma cor de melancolia, ele também sofria. Sofria a dor de ter que assistir a menina brincar de se perder.

Lá longe ela avistara alguém numa bicicleta. Quis que fosse ele mas preferiu não pensar e aguardar a surpresa.

Era lindo.

Vestia tênis de chutar, bermuda de abusar e regata de prender e ela não sabia porque.

Ele sabia.

Ouviu seu nome, era ele. Ela queria e era ele. Ele lhe beijou o rosto e ela sentiu a bochecha tremer. Em suas mãos só conseguia sentir o tremor de um nervoso gostoso, da descoberta do desconhecido. Em sua cintura só conseguia sentir a mão dele lhe abraçando.

Robson_ln. Ele sugeriu um lugar mais tranquilo, não queria testemunhas. Ela, no entanto, gostaria de ter o maior número possível de testemunhas possível, mas ainda não sabia porque.

No caminho conversaram sobre coisas aleatórias, nada pessoal nem íntimo demais e em sua cabeça só a curiosidade se fazia ouvir.

O medo também tentou. Mas só conseguiu mais tarde.

O lugar mais tranquilo era também mais sombrio. Longe de qualquer pessoa. No chão, folhas secas. Muitas folhas secas. A parede pixada e o cheiro eram de abandono, logo mais um cheiro de abuso ia predominar. Mas ficou. Ela ficou.

O abraço foi bom. Sentiu um perfume gostoso. Cheiro de homem. Cheiro de covarde.

Quando sentiu que seus lábios se aproximavam o tempo pareceu andar ainda mais depressa. Ela sonhou com um primeiro beijo em câmera lenta, mas não foi isso que ganhou.

O gosto era bom. A sensação era ótima. Era como se só pudesse sentir sua boca e a dele. O beijo era gentil e delicado. Apenas o beijo era gentil e delicado.

Assim que o restante do seu corpo retomou as sensações, pôde sentir uma mão. Ela não queria a mão dele ali, mas uma amiga lhe ensinou certa vez que em situações assim não poderia fazer escândalo.

Ela devia ter feito escândalo.

Tirou a mão dele, mas ela era teimosa. E foi de novo, por mais três vezes. Nessa última, resolveu informar que aquilo não seria permitido.

Ele não ouviu.

Ela não saiu.

Ele se sentiu no direito de explorar outros lugares do corpo da menina, que começava a deixar o medo lhe falar.

Ele falou para ela correr.

Suas pernas estavam congeladas, suas mãos em estado de choque. Aquilo não podia estar acontecendo.

Primeira lágrima.

As mãos de frieza já tinham agora conhecido grande parte do corpo da menina. Quando ela percebeu suas calças tão caprichosamente escolhidas no chão, quis gritar. Mas não gritou. Foi só quando percebeu sua calcinha sendo retirada que conseguiu reunir forças para empurrá-lo.

Garotos covardes não gostam de ser empurrados.

Ela aprendeu isso ao ver a mão dele se lançar em sua face.

Doeu.

Mas não tanto quanto o empurrão que lhe foi dado logo em seguida.

Ela caiu.

Ela gritou.

Garotos covardes não gostam de gritos.

Ela aprendeu isso quando ele, em cima dela, lhe presenteou com um murro de mãos fechadas.

Agora era só o medo que conseguia falar com ela.

Ela conseguiu virar. Estava de quatro. O menino viu isso como uma oportunidade.

Ela também.

Introduziu suas grandes unhas na batata da perna do monstro. Aos retirar, um pedaço de uma delas ficou. Até suas unhas queriam vingança, mas ela nada conseguiu fazer depois do murro que levou mas costas.

Doía.

Mas não tanto quanto as palavras que ele lhe gritava.

Logo, ele também sentiria dor.

Ele virou a menina e tentou. Ela, nesse momento só conseguiu olhar para o céu e gritar socorro.

Os anjos ouviram.

Três anjos.

Três anjos que lutavam jiu-jitsu.

Garotos que lutam jiu-jitsu não gostam de covardes estupradores.

Eles resolveram ensinar isso à Robson_ln.

Os anjos eram grandes. Só um deles conseguiria com muita facilidade ensinar a lição ao covarde.

A menina olhou por alguns segundos seus defensores deixarem marcas no menino, mas não sentiu nada. As marcas nela eram mais profundas.

Ela estava triste.

Ela estava diferente.

Se limpou e se sentia envergonhada.

Não chegou a ser molestada, mas foi invadida.

Porque esse foi o dia que mudou sua vida. E, se pudesse escolher de novo, teria escolhido outro.

Mas, já que não pode, escreve num caderno de recolher lágrimas, para que através dessa leitura, outros possam escolher melhor suas aventuras.




Deborah Lourenço

30/08/2008