Essa última semana tive a conversa mais difícil do ano até agora (porque nunca se sabe o que pode acontecer nos 45 do 2º né?). E foi pela boca de um dos meus grandes amigos da vida que eu tive que ouvir coisas que estavam na minha cara e eu não queria enxergar (tá conseguindo sentir o clima de final de ano nesse segundo parágrafo de toque?).
Comecei a fazer retrospectiva. Ao tentar começar vi que tinha coisa demais pra falar. Portanto resolvi separar de maneira mais organizada. Vou postar depois direitinho porque acho que vale a pena escrever. Se vale ler, isso vocês (que são bem mais que 3, descobri depois do último post!) me dizem depois.
Queria falar algo muito simples hoje. Algo que já sabia, mas que meu corpo absorveu depois dessa conversa divina com o Rafa.
Vale a pena tocar nas nossas próprias feridas.
Já percebeu como você (sim, você mesmo) foge das suas feridas? Todos nós fugimos. Mas depois de vários toques e várias superações de toques nas minhas feridas, percebi o gigantesco valor de se amar a ponto de não ter medo de mudar, de crescer, de ir pra frente.
Ô povinho medroso esse dos seres humanos viu?!
Falo isso de mim mesma.
Tenho medo de tantas mudanças, que é difícil simplesmente "let go" sabe? Da coisa mais tensa pra mais imbecil como conseguir se permitir pintar a unha do pé de rosa shock e a unha da mão de laranja fluorescente (entrei em crise e estou em crise, mas consegui!!!).

Mas sabe o que eu percebi nessa jornada shock-fluorescente? é interessante ver as coisas de um outro ponto de vista. Faz bem. Mudar faz bem.
Faz bem cutucar em coisas que estão quietas. E numa dessas a gente percebe que nem dói tanto assim. E que a gente chorava por essa feridinha como se fosse um braço amputado e era só um arranhãozinho.
Faz bem descobrir essas coisas.
Mas pra descobrir é preciso tocar.
Por isso mesmo que vou entrar numa jornada de auto toque (não pensem besteira, crianças) mensal e vou divulgar minha saga 2009 para que algumas das casquinhas desse amo sejam removidas dando lugar para mais feridinhas em 2010.
No meio de todo esse momento introspectivo/autista/meumundo/mimimimi foi lançado o site de outro dos meus grandes amigos da vida, o querido Hélvio Sodré. Depois falo sobre ele aqui no blog, ele tem muita influência na minha decisão em admitir que a arte era mesmo o que eu amava. Mas enfim, ele é definitivamente uma das pessoas mais talentosas que eu conheço. Voz linda. Compõe canções inacreditavelmente tocantes. gravou agora um cd que vai ser lançado em Janeiro se Deus quiser. E acabou de lançar seu site, a saber .
Lá estava eu, conferindo o site e as músicas que dá pra ouvir lá quando de repente começa a tocar uma das que eu mais gosto dele. Acho que o nome é Marcas. Amo a letra inteira, mas esse pedaço me chamou a atenção por esse momento toque em você mesmo.
voce diz que não tem nada a perder mas perde todo o seu tempo tentando esquecer
vc finge estar por cima afogando seus problemas na sua rotina
Os seus olhos já estão cansados de chorar as mesmas lágrimas
Fica carregando chagas que podem ser curadas
Me chamou a atenção porque essa é uma das melhores maneiras de ser tocada. Por Deus. "Tá, Deborah, vai virar pastora agora no seu blog?". Não. Mas não seria uma atitude fofa guardar esse segredo.
Todos sabem aqui que eu acredito e confio muito em Deus. E no quesito toque/cura das feridas ele é o melhor. Além de ser O mais fofo que existe.
Fica aí a dica, digo, toque.
De site, de música, de brother pras horas mais tensas.
Já já apareço com a retrospectiva mais doida que vc já viu.
Quis mesmo dar esse toque de colega pra vcs que tão sempre aqui lendo as besteiras que eu escrevo. Faltam só 16 dias pro ano acabar. Dá tempo de bastante reflexão.
Ainda vou escrever mais sobre esse trecho da música do Hélvio, porque me diz muita coisa ao mesmo tempo que diz muita coisa de mim. Mas chega por hoje.
Fiquem no aquardo de muitas feridinhas, minhas e alheias, para vcs se deliciarem!!!
beijos tocados.

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